Corte de gastos segue em 2026 e entra em plano de ajuste fiscal, diz Adriane Lopes

Município já obteve R$ 156 milhões para asfaltar mais de 30 bairros, após assinar acordo com a União

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. (Foto: Izaias Medeiros, CMCG)

 

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou na manhã desta segunda-feira (2) que o corte de gastos deve continuar em 2026. A medida deve ser incluída no Plano de Equilíbrio Fiscal, o qual deve ser enviado à Câmara Municipal em breve.

“Provavelmente, o corte deve continuar em 2026. Já faz parte do Plano de Equilíbrio Fiscal. As medidas já foram tomadas com coragem e ousadia”, resumiu a chefe do Executivo.

Em outubro de 2025, Adriane prorrogou o corte de gastos até 28 de fevereiro de 2026. Além disso, ela autorizou redução de 20% no próprio salário e de todo o primeiro escalão.

No mesmo decreto, ficou definida a redução da jornada diária dos servidores para 6 horas, exceto escolas, unidades de saúde e demais setores de serviços essenciais.

Quais são os cortes?

O decreto estabelece que os órgãos da Prefeitura de Campo Grande deverão adotar medidas para reduzir, no mínimo, um quarto dos gastos com o consumo de água, energia elétrica, outsourcing de impressão, combustíveis e demais “serviços de terceiros prestados por pessoa física e/ou jurídica”. Os titulares das pastas deverão entregar relatórios demonstrando o corte de gastos.

Outro ponto é que a Prefeitura estabeleceu uma série de restrições para contratações ou gratificações com pessoal, com algumas exceções. Nesta lista de vedações, está o pagamento de vantagem financeira na designação de substitutos de titulares de cargo em comissão, pagamento de horas complementares para professores, admissão de professor convocado, nomeação em cargo efetivo, contratação por prazo determinado e ampliação de mão de obra terceirizada (exceto para obras públicas).

Outros cortes de gastos incluem a cedência de servidores com ônus para a origem, admissão de novos estagiários, concessão de diárias, pagamento de adicional noturno ou local de difícil acesso (excluídos os ocupantes de cargos/funções que necessariamente tenham que cumprir escalas de serviço em horário noturno), entre outros.

Os resultados da economia gerada serão avaliados bimestralmente. Há a possibilidade de serem prorrogadas ou readequadas, caso seja constatada a necessidade.

A Prefeitura de Campo Grande também abriu frentes de negociações com fornecedores de produtos, realização de obras ou prestação de serviços para a concessão de descontos.

A administração também irá avaliar a “essencialidade da manutenção do contrato, com vistas a decidir pela manutenção ou não do mesmo caso o contratado não conceda o desconto”.

Plano de Equilíbrio Fiscal

Em dezembro de 2025, Adriane assinou a adesão ao PEF (Plano de Equilíbrio Fiscal), da Secretaria do Tesouro Nacional, e poderá investir R$ 544 milhões em obras de infraestrutura e drenagem. Assim, 33 bairros da Capital serão beneficiados.

Com o PEF, a Prefeitura poderá contratar, nos próximos dias, a primeira operação de crédito, com limite anual de R$ 156 milhões.

“Estamos colhendo os frutos da reforma administrativa iniciada no começo da nossa gestão. Com este documento, que é um divisor de águas, vamos levar asfalto, drenagem e outras melhorias para mais 33 bairros de Campo Grande. Estamos comprometidos em fazer certo, fazer o que precisa ser feito. Fizemos ajustes necessários, com responsabilidade, e agora vamos avançar ainda mais. A cidade tem pressa, e nosso trabalho continua firme para entregar resultados em toda Campo Grande”, destacou Adriane Lopes.

O Plano de Equilíbrio Fiscal é um programa do Governo Federal que permite a estados e municípios reorganizarem suas contas públicas. Em Campo Grande, uma das medidas foi a redução do salário de Adriane Lopes e da jornada do setor administrativo da Prefeitura.

Ainda em dezembro, a Câmara Municipal aprovou dois projetos de lei autorizando a Prefeitura a contratar empréstimos que totalizam R$ 156 milhões, a fim de iniciar a primeira etapa das obras. Esses projetos viraram leis pouco depois.

 

Fonte: Midiamax

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