Mantega atuou como consultor para facilitar a venda do banco ao BRB

O Banco Master teria contratado o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega com salário de R$ 1 milhão mensal, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), conforme a publicação do Metrópoles.
Conforme a denúncia, Mantega atuou como consultor para facilitar a venda do banco ao BRB e permaneceu no cargo até semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição, em novembro.
Os pagamentos podem ter somado ao menos R$ 11 milhões. A revelação contrasta com o discurso recente do presidente Lula, que acusou o dono do banco, Daniel Vorcaro, de aplicar um “golpe” bilionário, apesar das relações do Master com figuras do núcleo petista.
Ele começou a trabalhar para o banco depois que o governo Lula desistiu de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale.
Ainda conforme a alegação, embora seja uma empresa privada, a Vale ainda sofre influência do governo em razão das concessões públicas e dos investimentos de fundos de pensão de estatais. À época, agentes do mercado reagiram contra a indicação de Mantega, vista como uma interferência indevida do presidente Lula na companhia.
A relação mais próxima do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, dentro do Master não era com Vorcaro, mas com seu sócio, o baiano Augusto Lima. Ex-CEO do banco, Lima também é amigo do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que estava no palanque do evento em que o presidente Lula afirmou faltar “vergonha na cara” a quem defende a instituição.
Fonte: Midiamax
