Com melhor proposta, empresa de SP oferece repasse de R$ 22 milhões ao Estado pela Lotesul

Licitação que prevê receita anual de R$ 51,4 milhões já havia sido suspensa duas vezes e, agora, segue para as próximas fases até ser homologada

Cartelas de raspadinha da loteria estadual do Paraná. (Foto: Divulgação, Lottopar)

 

A Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA (CNPJ 57.125.241/0001-84) apresentou a melhor proposta na sessão de licitação para contratar a empresa que vai administrar a Lotesul (Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul). O pregão eletrônico nesta sexta-feira (23) foi suspenso para análise dessa proposta.

A estimativa do edital é que o serviço vá render faturamento anual na casa dos R$ 51.474.339,31.

Cinco empresas participaram do certame, que foi disputado pelo maior repasse percentual de receita bruta. Ou seja, de todo o montante levantado nas vendas, uma parte tem que voltar para o Estado. A Lottopro saiu na frente oferecendo 43,36%.

Ou seja, caso a receita atinja o nível esperado e a empresa seja homologada, a Lottopro repassaria algo em torno de R$ 22 milhões para o Estado em um ano.

A equipe da SEL (Secretaria-Executiva de Licitações) suspendeu a sessão para a prova de conceito, uma etapa da análise da proposta. O resultado dessa prova será publicado no DOE (Diário Oficial Eletrônico).

A Lottopro já controla as loterias municipais de Muquém de São Francisco (BA), Quijingue (BA), Tutóia (MA), Assunção do Piauí, Patos do Piauí, Marcolândia do Piauí, Tatuí (SP) e Teresópolis (RJ).

Licitação da Lotesul

A licitação já foi suspensa duas vezes. A última suspensão ocorreu em 15 de dezembro do ano passado, pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), dias depois de ser revelado que a família Razuk, de Dourados, criou empresa falsa, que existe só “no papel”, para viabilizar a concorrência da organização criminosa no processo licitatório da Lotesul.

Segundo investigações do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), os apontados como “chefes da organização”, Roberto Razuk (patriarca) e Roberto Razuk Filho (deputado Neno Razuk), estariam “perseguindo a licitação milionária”.

“Inclusive com questionamentos acerca da referida licitação junto a justiça, tendo Roberto arcado pessoalmente com as custas do processo em março do corrente ano”, aponta documento da investigação.

Questionado sobre a suspensão, o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou na época que a licitação será conduzida da “maneira mais aberta possível”.

 

Fonte: Midiamax

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