Das seis universidades do Estado, apenas duas apresentaram notas insatisfatórias

Dos seis cursos de Medicina oferecidos em universidades de Mato Grosso do Sul, quatro tiveram notas satisfatórias e dois foram insatisfatórios, conforme a análise dos resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) 2025. A avaliação permite o aproveitamento para inclusão nos processos seletivos de programas de residência médica.
O monitoramento indica que as duas universidades com resultados insatisfatórios são privadas e com fins lucrativos; as demais, com resultados satisfatórios, são públicas. As instituições de MS com nota 2 (insuficiente) são a UniCesumar, em Corumbá, e a Universidade Anhanguera-Uniderp, em Campo Grande.
Na faixa das notas entre 4 e 5, consideradas satisfatórias, estão:
- UEMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Campo Grande, nota 4;
- UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Três Lagoas, nota 5;
- UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Campo Grande, nota 5;
- UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Dourados, nota 5.
Desempenho dos alunos
Apenas os alunos de Medicina da UFMS de Três Lagoas alcançaram 100% de proficiência; foram 49 concluintes participantes. Em seguida, estão a UFMS de Campo Grande (92,7%), UFGD (90,3%) e UEMS (77,1%) no ranking de bons resultados dos alunos. A Uniderp e a UniCesumar de Corumbá registraram 58,2% e 47,4% no percentual de proficiência, respectivamente.
Ao todo, foram 461 concluintes inscritos na avaliação. Os concluintes que não atingiram o nível mínimo de aprendizagem ao fim do curso — como a supervisão ou a suspensão das graduações — não serão prejudicados. O ministro da Educação, Camilo Santana, disse durante a apresentação dos dados que o objetivo “não é aplicar sanções ou penalidades intencionais a qualquer instituição, mas assegurar a formação de médicos de qualidade no Brasil”.

Ações com o resultado
Os cursos com conceito 1 e 2 pertencem a 93 instituições de educação superior no Brasil e estão sujeitos a um processo de supervisão, com a aplicação de diferentes medidas cautelares, de forma escalonada, conforme o percentual de concluintes considerados proficientes. Quanto maior for o risco ou a ameaça ao interesse público e aos estudantes, mais graves serão as medidas adotadas.
Na faixa 1, oito cursos tiveram menos de 30% de concluintes proficientes e sofrerão suspensão de ingresso. Já os 13 cursos que tiveram o percentual de proficiência entre 30% e 40% terão redução de 50% da oferta de vagas. Na faixa 2, os 33 cursos com 40% a 50% de concluintes proficientes passam por redução de 25% das vagas.
Esses três primeiros grupos estão impedidos de ampliar vagas e serão suspensos de participarem do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e de outros programas federais.
Os 45 cursos da faixa 2 que tiveram percentual de proficiência acima de 50% sofrerão apenas a proibição de aumento de vagas, sem medidas cautelares específicas adicionais, por ora.
Cabe à Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior) dar ciência às instituições responsáveis por esses cursos acerca da instauração de um processo administrativo de supervisão, podendo a instituição se manifestar, no prazo de 30 dias, e requerer a concessão de prazo para saneamento das deficiências. As medidas devem durar até a publicação do Conceito Enade 2026.
Fonte: Midiamax
