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Imagine a cena: você encontra alguém conhecido, a fisionomia é familiar, mas o nome escorrega da memória como areia entre os dedos. É constrangedor, mas acontece com muito mais gente do que você imagina.
O cérebro, nesse caso, não falhou por “fraqueza”, mas por distração. Psicólogos explicam que, na maioria das vezes, não se trata de um problema de memória, mas de atenção.
Na prática, significa que você nunca gravou o nome com a devida concentração. Talvez estivesse preocupado com outra coisa — uma tarefa pendente, o jantar do dia, o celular vibrando no bolso. O cérebro não estava “presente” no momento, por isso a lembrança simplesmente não se formou.
Esquecimento que vem com a idade
A ciência mostra que lapsos de memória começam a aparecer de forma mais perceptível a partir dos 30 anos. Isso ocorre porque neurônios da região pré-frontal (responsável pela atenção, pelo planejamento e pela chamada memória de trabalho) vão diminuindo em número ao longo da vida. É parte natural do envelhecimento e, em geral, não traz prejuízos reais ao dia a dia.
É por isso que, nessa fase, muitas pessoas esquecem nomes de conhecidos menos próximos, têm palavras “na ponta da língua” ou perdem as chaves de vista. Esses esquecimentos são considerados benignos e não significam doenças graves.
Esses episódios de perda de memória só se tornam preocupantes quando aparecem junto de outros sintomas, como desorientação, dificuldade de comunicação, mudanças de comportamento e problemas em tarefas simples. Nessas situações, é fundamental procurar um médico para descartar condições como Alzheimer, Parkinson ou deficiências nutricionais.
Como treinar o cérebro para não enferrujar
A boa notícia é que dá para fortalecer a mente e reduzir esses lapsos. Os especialistas chamam isso de reserva cognitiva — um estoque de conexões neurais construído ao longo da vida. Quanto mais você estimula o cérebro, mais ele consegue compensar perdas naturais.
Práticas simples fazem diferença: manter atividade física regular, dormir bem, ter uma alimentação equilibrada, aprender coisas novas (como idiomas ou instrumentos musicais), interagir socialmente e até jogar cartas ou palavras cruzadas. Além disso, criar pequenos truques ajuda a fixar nomes: repetir mentalmente ao ouvir, associar a uma característica marcante ou imaginar o nome escrito.
Em síntese: esquecer nomes não faz de você alguém desatento ou propriamente doente, apenas humano. O segredo está em prestar mais atenção no presente e desafiar o cérebro a continuar aprendendo.
*Com informações de reportagens publicadas em 20/11/2020 e 27/05/2025
FONTE: VIVABEM.UOL
