MS adere a acordo da ANP para evitar abuso no preço dos combustíveis

No total, 21 estados aderiram ao acordo de envio de notas fiscais em tempo real para evitar abusos de preços

Alguns postos enfrentam a falta do combustível – imagem ilustrativa. (Freepik)

 

Mato Grosso do Sul e outros 20 estados aderiram a um acordo firmado com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para disponibilizarem, em tempo real, as notas fiscais de venda de combustíveis. A medida visa ajudar na fiscalização e evitar abusos de preços.

O acordo foi aprovado pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) em reunião nesta quarta-feira (18). O conselho reúne todos os secretários estaduais de Fazenda e é presidido pelo Ministério da Fazenda.

De acordo com o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, 21 estados aderiram ao acordo, incluindo Mato Grosso do Sul. Somente São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Amazonas, Alagoas e Mato Grosso avaliam se irão entrar no grupo.

O Ministério da Fazenda convocou uma reunião do Confaz para discutir a alta dos combustíveis, incluindo a importação do diesel impactada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conselho é órgão colegiado responsável por temas relacionados ao ICMS, inclusive por decidir a alíquota do imposto cobrada sobre os combustíveis, que é única.

Na reunião, os secretários de Fazenda se comprometeram a encaminhar as listas de devedores contumazes à Receita Federal. Os devedores contumazes são os contribuintes que sonegam impostos de forma sistemática para obter vantagem econômica.

A intenção do Governo Federal é reforçar a cobrança nesses casos a partir de uma nova lei que dá novos instrumentos para a administração pública.

Diesel

O Governo Federal propôs aos estados zerar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a importação do diesel mediante a compensação de R$ 3 bilhões, o que equivale a 50% do impacto da medida. As unidades da Federação arcariam com a outra metade. A proposta foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante a reunião entre os secretários de Fazenda, nesta quarta-feira (18).

A intenção do Ministério da Fazenda é que a medida vigore por dois meses, até 31 de maio. O valor representaria o impacto de R$ 1,5 bilhão ao mês à União e seria direcionado aos importadores do combustível, já que alguns estados relatam a falta do diesel nos postos.

A guerra travada entre Irã e Estados Unidos tem impactado nos preços dos combustíveis e influenciado no mercado.

A alíquota do ICMS sobre o diesel é única, tanto no mercado doméstico quanto internacional. O valor é de R$ 1,17 por litro. A proposta do Governo Federal prevê que os estados reduziriam a alíquota a zero na importação, e a União repassaria R$ 0,585 (50%) aos estados por meio de subvenção. A importação do combustível representa 27% do diesel consumido no Brasil, de acordo com Durigan.

Conforme a Folha de São Paulo, a expectativa é que o Ministério da Fazenda formalize a proposta por escrito para que os secretários a avaliem na próxima reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em 27 de março.

O conselho reúne todos os secretários estaduais de Fazenda e é presidido pelo Ministério da Fazenda. Ele é o órgão colegiado responsável por temas relacionados ao ICMS, inclusive por decidir a alíquota do imposto cobrada sobre os combustíveis, que é única.

Antes da reunião convocada pelo Governo Federal, o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal), atualmente sob a presidência do secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, manifestou posicionamento contrário à redução do ICMS nos estados para baixar o preço do diesel, como defende a União.

 

Fonte: Midiamax

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