Seções eleitorais fecham às 18h no horário local, 20h em Brasília

O Peru realiza eleições gerais históricas neste domingo (12) para eleger o novo presidente do país. Neste pleito, o país bateu recorde de candidatos ao posto: são 35, além de 70 candidatos à vice-presidente, já que cada chapa tem 2 nomes para essa função.
O candidato eleito será a 9ª pessoa a ocupar o cargo em 10 anos. Desde 2016, nenhum presidente peruano concluiu o mandato de 5 anos regularmente devido, especialmente, a sucessivos escândalos de corrupção.
As seções eleitorais foram abertas às 7h (9h em Brasília), e fecham às 18h (20h em Brasília), quando as cédulas de papel medindo 44 centímetros serão contadas.
Caso nenhum dos candidatos conquiste mais de 50% dos votos, a disputa presencial será decidida em um 2º turno, no dia 7 de junho.
No entanto, as pesquisas de intenção de voto apontam que nenhum dos candidatos alcançou ao menos 16% nas estimativas.
Mesmo assim, a candidata de direita Keiko Fujimori (Fuerza Popular), filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1938-2024), aparece com pequena vantagem. Alberto Fujimori cumpriu 16 anos de prisão por abusos de direitos humanos e morreu em 2024 após ser libertado por razões humanitárias.
Em 2º lugar está o comediante Carlos Álvarez (País Para Todos), de um partido de centro-direita, com 8% das intenções de voto.
Também aparecem dois ex-prefeitos de Lima, o ultraconservador Rafael López Aliaga e o empresário de mídia Ricardo Belmont.
Essas eleições também pretendem definir:
- 60 senadores
- 130 deputados
- 5 representantes do parlamento
Atualmente, o país é governado pelo político de esquerda José María Balcázar (Perú Libre), que assumiu o cargo interinamente e lidera o Executivo até 28 de julho, quando o presidente eleito assume o cargo.
Ele subiu à função após a destituição de José Jerí (Somos Peru), de centro-direita, por meio de uma moção de censura aprovada em fevereiro deste ano.
As promessas de campanha tem forte apelo na luta contra a corrupção, já que quatro ex-presidentes atualmente estão presos por isso, sendo a maioria ligados a casos de suborno que envolveram a empresa de construção Odebrecht.
Entretanto, o tema segurança ganhou muito espaço e, para muitos peruanos, está no centro da decisão, já que os casos de homicídio e extorsão subiram consideravelmente no país.
*Com informações do g1.
Fonte: Midiamax
